Setor de alimentos prospecta negócios junto ao Complexo do Pecém

3 de setembro de 2020 - 12:43 # # # # #

Com o objetivo de entender melhor os benefícios e diferenciais competitivos de instalarem unidades produtivas no Complexo do Pecém, em especial na Zona de Processamento de Exportação do Ceará – ZPE Ceará, associados do Sindicato das Indústrias da Alimentação e Rações Balanceadas no Estado (Sindialimentos) se reuniram com a diretora executiva comercial do Complexo do Pecém, Duna Uribe, em videoconferência realizada nesta terça-feira (1º).

Durante a conversa, a diretora do Complexo do Pecém deixou claro que, independentemente do porte da empresa, é possível usufruir dos incentivos tributários, cambiais e administrativos oferecidos às empresas instaladas na ZPE Ceará, a única atualmente em operação no Brasil. “Não existe investimento mínimo. Basta seguir os requisitos previstos em legislação para obter os benefícios, incluindo a segurança jurídica de um contrato de 20 anos”, destaca.

Para Duna Uribe, no caso de pequenas empresas, que compõem a maior parte dos associados do Sindialimentos, os benefícios podem ser ainda mais significativos, posto que esses negócios possuem menor capilaridade no mercado internacional e, com os benefícios da ZPE, podem se colocar em maior evidência no exterior. “Por menor que seja, se a empresa se organizar, fizer o estudo de viabilidade e apostar nas exportações, após aprovação do Conselho de ZPE, pode fazer parte da ZPE”, diz.

Dentre os requisitos que devem ser seguidos pelas empresas que desejam produzir dentro da ZPE Ceará, o principal deles é a contrapartida de que, no mínimo, 80% da receita seja oriunda de exportações. “Como são oferecidos benefícios robustos, é necessário que exista uma atividade de processamento, beneficiando o produto que será exportado”, explica Uribe.

A ZPE Ceará, inclusive, atualmente passa por uma obra de expansão, que está com cerca de 22% de conclusão. O Setor 2, como é chamado, fica a cerca de quatro quilômetros do Setor 1 e ocupará uma área de 137 hectares. Os trabalhos da primeira fase, que terá área de 23 hectares, têm previsão de ficarem prontos até o primeiro semestre de 2021, porém as empresas já podem inicar suas instalações a partir de novembro 2020. Ainda de acordo com a diretora comercial do Complexo do Pecém, os lotes serão focados em empreendimentos de médio e pequeno porte, o que pode viabilizar ainda mais negócios ligados ao setor de alimentos.